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Reflexão Textual - IV

Reflexão sobre os capítulos 5 - 7 do livro "A noção de Cultura nas Ciências Sociais", de CUCHE, Denys

Foto da internet
Vivemos em um mundo onde a lei do mais forte prevalece. Sobretudo, a lei do mais forte financeiramente. Como durante muito tempo conceituou-se a Cultura com "C" maiúsculo, pequenos grupos sociais, pequenas culturas acabaram não sendo levadas em consideração.

A sobreposição de culturas ou a opressão por meio da cultura é algo comum ainda hoje. Apesar do aumento de divulgação de pequenos grupos, por meio da globalização ainda é possível encontrar pessoas que digam frases como "nossa, como você é sem cultura".

É preciso considerar que só há cultura por meio do ser humano. A cultura existe e, para isso, precisa de indivíduos ativos, de seres atuantes na sociedade ou nos diversos círculos sociais. A subjetividade do indivíduo está diretamente ligada a produção e desenvolvimento de culturas.

A hierarquização de culturas é algo também ligado à subjetividade do indivíduo. Ao longo do semestre passado, lemos diversos textos, mas, em um deles continha a frase 'franceses consideram sua língua tão superior que não fazem a menor questão de aprender outros idiomas ou culturas'. Tal comportamento mostra que a cultura é um assunto também do Estado. É preciso que a sociedade esteja aberta a conhecer outras culturas, a fim de alcançar sua evolução.

Com base nisso, questiono:

- Seria possível, de fato, que o Estado abrisse mão parcialmente de seu sentimento hierárquico superior afim de evoluir culturalmente?

-  É possível dizer que a hierarquia do dominado tenha seus dias contados?

- Uma vez que a cultura existe por conta da subjetividade do indivíduo como o Estado poderia agir sem interferir nos direitos do cidadão em relação à produção de cultura?

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