Filme trata da representação de uma história real acerca das guerras de classe, brigas entre "guetos" e direitos do cidadão
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| Foto da internet |
Ambientado em um clima de quase guerra, o filme 'Freedom Writers' ou 'Escritores da Liberdade' (título em português) conta a história da professora de primeira viagem Erin Gruwell, que, ao contrário de diversos colegas de profissão e um sistema opressor, acreditou em seu papel de educadora e no potencial de seus estudantes.
Gruwell passou a trabalhar em uma das escolas que trabalhavam o ensino integrado de estudantes. Sua turma, composta por estudantes negros, asiáticos, latinos e um único branco apresentava uma divisão bastante acentuada, posto que os próprios alunos formavam pequenos grupos das respectivas etnias. Postos em uma mesma sala e considerados/classificados como 'turma problema', os alunos da professora Gruwell tinham como primeira necessidade acreditar que alguém de fato se preocupava com eles.
Rodeada por diversas culturas, a professora fez questão de trabalhar aquelas realidades, deixando de lado o conceito de Cultura com "C" maiúsculo, aquela que advém de pessoas cultas e com alto poder social. Sobretudo quando foi à biblioteca do colégio e verificou que diversos títulos estavam parados nas prateleiras pois eram considerados cultos demais para os alunos em questão, o que poderia ser caracterizado como pedagogia do oprimido.
Em 'Pedagogia da Autonomia', Paulo Freire afirma que é preciso criar no aluno, ou melhor, despertar no aluno a curiosidade e vontade de aprendizado. Freire afirma que para que isso ocorra, o professor precisa apresentar-se como igual a seu s alunos. E foi exatamente assim que a professora agiu. Ao invés de livros clássicos, Gruwell, que dava aulas de inglês, passou a trabalhar a literatura do 'gueto', o que acabou aproximando a turma.
Gruwell tinha diversos problemas em sua classe, mas sua determinação foi fazendo com que esses problemas reduzissem. Apesar da presença de diversas culturas presentes em sua turma e da massiva demonstração de cultura dominante sobre o dominado ela foi capaz de mostrar a seus estudantes que eles eram iguais em direitos, em problemas e e que tinham mais coisas em comum que em divergência.
Por meio da apresentação de protagonistas com histórias similares as de seus estudantes, a professora mostrou que é possível ser protagonista da própria vida, que é possível vencer, mesmo sob opressão. Na ocasião, como referência, fora utilizado o livro "The Diary of Anne Frank", que conta a história de um a judia fugitiva em tempos de Guerra.
Um dos grandes feitos de Gruwell foi incentivar que os estudantes escrevessem seus próprios diários, afim de criar/despertar neles a autonomia já mencionada neste texto. Tais escritos convergiram-se no livro "The Diary of Freedom Writers".
O filme passa por diversas das discussões em nossas aulas e é possível identificar tópicos apresentados em Fundamentos da Educação, em Práticas de Ensino, em Estudos Culturais e diversas outras.
Com base na produção, foi possível, ainda, sentir e presenciar as dificuldades e importâncias da função de um educador na vida de seus estudantes e no cotidiano de uma sociedade.
REFERÊNCIAS
CUCHE, Denys. A noção de cultura nas Ciências sociais. Bauru, SP: EDUSC, 2002;
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. 25ª Edição. São Paulo, SP: Editora Paz e Terra, 1996;
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 50ª Edição. Rio de Janeiro, RJ: Editora Paz e Terra, 2011;
PACHECO, José. Os outros. Acesso em 25/04/2015. Disponível em <www.oocities.org/coepdeolho/Os_outros_310107.htm>.

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