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Resenha: Linguagem e Comunicação



Texto referencia, em formato de artigo, pontos sobre códigos, sinais e símbolos que compõem a língua(gem).

Foto da internet
Com o objetivo de introduzir-nos ao estudo da Linguística, Margarida Petter apresenta a proposta de Roman Jakobson para a experiência da comunicação. Assim como fez Assis Silva em sua explicitação, ao ressaltar a relação entre contexto e experiência no ato de comunicar-se por meio de códigos e subcódigos. Ideia também apresentada por Malberg.

O código, de forma teórica, é o estoque de elementos estruturados que representam um conjunto de alternativas possíveis para produção da mensagem. Èmile Benveniste (1976) comparou a linguagem das abelhas a dos homens e concluiu que as abelhas não possuem linguagem, mas sim, um código de sinais que é compreendido por todos os membros da colmeia. Entretanto, essa informação não é retransmitida e nem há troca de informações.

Tal representação foi experienciada recentemente pelos pesquisadores Andrew Quitmeyer e Tucker Balch da Georgia Tech College of Computing. O documentário intitulado ‘The Waggle Dance of the Honeybee’ (A dança das abelhas – tradução livre) mostra como as abelhas utilizam códigos para comunicar as outras onde há alimento. Tal forma de comunicação só é possível devido a existência de um código comum à abelha transmissora e à receptora. Ou seja, para que haja comunicação é preciso haver um código que seja parcialmente ou totalmente comum ao remetente e ao destinatário.

Códigos diferentes são impeditivos à comunicação, pois não há possibilidade de se estabelecer uma linguagem compreensível e comum ao emissor e ao receptor. Entretanto, há algumas exceções, como a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras), que se utiliza de uma comunicação excepcional – por meio de gestos manuais – para interação entre as partes.

A ausência de códigos similares impossibilita uma comunicação de qualidade. Um exemplo é o “caso” de uma estudante brasileira na Europa, que possuía pouco dinheiro e que antes de sair, havia deixado um bilhete pedindo para a camareira do hotel para que lavasse, com urgência, sua camisa branca. Ao voltar, encontrou sua velha camisola (camisa, no subcódigo de Portugal) bem lavada e passada, enquanto sua camisa continuava suja e amassada.

Ainda sobre impossibilidade, a valoração de diferentes códigos e subcódigos em uma comunidade é outro fator que restringe a comunicação, como em casos em que os argentinos consideram a sua língua melhor, mais importante e difundida que o português e, por isso, não fazem nenhum esforço para entender os brasileiros.

As propostas de Jakobson ampliam o modelo da teoria da informação sobre códigos, subcódigos e a variação linguística. Ele mostrou que a linguagem precisa ser examinada em sua variedade de funções, e não apenas em relação à função informação. Esse conceito foi, por muitas vezes, considerado o único ou o mais importante no século XX.

Referências
PETTER, Margarida. “Linguagem e Comunicação” in: Introdução à Linguística: I objetos teóricos. Org. FIORIN, J. L. São Paulo: Contexto, 2005 Vol. 1

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