Por Leandro Lisbôa
Ao longo deste semestre tenho a disciplina de Estágio Supervisionado II e, tenho buscado trabalhar de forma integrada [utilizando múltiplos conhecimentos vistos nas disciplinas] para incrementar a prática docente e atingir o objetivo de ensinar inglês em escola pública.
É um desafio interagir neste universo tendo poucos recursos e com a quantidade de pessoas para dedicar atenção em pouco espaço de tempo. Contudo, tendo por base o conteúdo programático previsto pela professora que gentilmente cedeu espaço para minhas práticas, objetivo levar aulas relacionadas ao que os estudantes já vivenciam.
Por meio das observações pude ver que muitos deles não conseguem perceber as várias maneiras de aprender o idioma. Ainda assim, quero mostrar a eles que, ainda que um pouco a cada dia, sempre aprendem. Para que tenham a sensação de maior aprendizado, optei trabalhar primeiro com a verbalização em inglês [speaking] pois acredito que assim eles terão maior dimensão de que são capazes.
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| Foto da internet |
É sabido que a Língua Inglesa é importante nos dias
atuais e tem caráter emancipador do indivíduo que a domina. Contudo, sabe-se
também, que dominar suas quatro habilidades (escrita, fala, leitura e escuta) - writing,
speaking, reading and listening, respectively - não é assim tão fácil,
ainda mais quando não se sabe por onde começar.
Não que tenha uma regra ou fórmula/receita que
sirva para todos, mas é possível identificar o que melhor se adéqua ao que se pretende
trabalhar em sala. De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua
Estrangeira Moderna – 5ª a 8ª séries - (PCN) (Brasil, 1998, pag. 89)
O processo da compreensão escrita e oral envolve
fatores relativos ao processamento da informação, cognitivos e sociais. Os
fatores relativos ao processamento da informação têm a ver com a atenção, a
percepção e decodificação dos sons e letras, a segmentação morfológica e
sintática, a atribuição do significado ao nível léxico-semântico, e a
integração de uma informação a outra.
Ou seja, quanto mais o
docente utilizar a vivência e cotidiano do estudante para sua prática, mais fácil
e adaptada será a comunicação com ele e mais facilitado seu aprendizado.
Ao longo deste semestre tenho a disciplina de Estágio Supervisionado II e, tenho buscado trabalhar de forma integrada [utilizando múltiplos conhecimentos vistos nas disciplinas] para incrementar a prática docente e atingir o objetivo de ensinar inglês em escola pública.
É um desafio interagir neste universo tendo poucos recursos e com a quantidade de pessoas para dedicar atenção em pouco espaço de tempo. Contudo, tendo por base o conteúdo programático previsto pela professora que gentilmente cedeu espaço para minhas práticas, objetivo levar aulas relacionadas ao que os estudantes já vivenciam.
Por meio das observações pude ver que muitos deles não conseguem perceber as várias maneiras de aprender o idioma. Ainda assim, quero mostrar a eles que, ainda que um pouco a cada dia, sempre aprendem. Para que tenham a sensação de maior aprendizado, optei trabalhar primeiro com a verbalização em inglês [speaking] pois acredito que assim eles terão maior dimensão de que são capazes.
Tal
decisão é possível e amparada pelo próprio PCN no tópico "Compreensão
Oral", (Brasil, 1998, pag. 94):
O
processo envolvido na compreensão oral assemelha-se ao da compreensão escrita. Inclui,
contudo, dois aspectos principais que o distinguem. A necessidade de utilizar conhecimento
sistêmico ao nível fonético-fonológico e o fato de ser caracterizado por uma realização
interacional imediata, que pode desaparecer sem deixar vestígios se não for gravada.
Além dos tipos de conhecimento mencionados em relação à compreensão escrita (conhecimento
de mundo, do conhecimento sistêmico e do conhecimento da organização textual),
a compreensão de textos orais requer o conhecimento dos padrões de interação social
(os direitos e deveres interacionais, isto é, quem pode tomar o turno, por
exemplo).
Com
base nesses conhecimentos, os usuários-ouvintes criam expectativas sobre o que
os seus interlocutores vão dizer. Assim, os falantes esperam atingir suas propostas
comunicativas, apoiando-se nas expectativas dos ouvintes em relação ao que
devem esperar do discurso. Os ouvintes, por sua vez, projetam seus
conhecimentos nas contribuições dos falantes na negociação e construção de
significados.
Apesar de encontrar aqui um barrador (o baixo nível de compreensão
textual de boa parte dos estudantes), apoiarei-me no fato de que eles precisam
ser minimamente motivados e estimulados a ver que estão aprendendo. Para isso
utilizarei textos simples sobre assuntos que eles mesmos indicarão no primeiro
contato de minha regência e que servirão como base para criar pequenos
diálogos, ou até mesmo, repetí-los.
Por fim,
a intenção com as aulas verbalizadas é incitar nos alunos a percepção de
autonomia por meio da língua inglesa.

Ótimo, vou incluir no nosso planejamento de aulas.
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