A Literatura como Ato de Subversão, CZEKSTER, Gustavo. Disponível aqui
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Escrever é um ato subversivo por natureza, é algo que rompe limites. Não há fórmula mágica, não se busca agradar um determinado tipo de público, tampouco alcançar a riqueza. Escrever é deixar vida nas palavras, é matar-se aos poucos, um ato doloroso. “Se fosse preciso escolher uma expressão para classificar ’literatura‘, escolheria ’dor’, pois machuca por dentro e por fora de quem escreve”. (CZEKSTER, 2014) É o ato mais próximo da morte e, apesar de ser uma loucura, não escrever é muito pior.
A subversão é um ato interno e particular e dispensa palavrões e baboseiras, facilmente confundidos com subversão. É uma luta contra si. ‘Ou o escritor se arremessa com alma no que escreve ou é melhor ficar calado’. É ter coragem, tal qual ”Dom Quixote ao se quebrar todo quando se jogou contra um moinho de vento, mas nunca duvidou que pudesse derrubar o gigante”.
Obras escritas com coração, atitude e subversão tornam-se atemporais. Ainda que em algum momento tenha sido completamente rejeitada, como fora a obra A Gaivota, de Anton Tchekhóv (1896).
Ser subversivo nem sempre agrada a todos, mas a subversão nunca é contra o mundo, é contra si próprio. Desistir de projetos para agradar a outrem é o mesmo que corromper-se e não há pecado maior que não acreditar nos desejos internos.
Escrever é não viver na calmaria, é sentir-se como um fugitivo em perigo e estar apto a criar rotas alternativas para si e para quem o lê. Ao mesmo tempo, a literatura é uma arma de ataque, uma máquina de guerra.
Quando a literatura é intensa, conjuga-se às outras máquinas de guerra estabelecidas na sociedade e torna-se veículo de resistência ao sistema. Escrever não é algo indiferente, já que a menor frase precisa significar mais que o escritor. É necessário atingir quem emite e quem recebe. Do contrário, torna-se um ato mecânico e errôneo. Deve se sair do comodismo e ser subversivo, dar a cara à tapa e ter a mesma convicção que Tchekhóv ao acreditar em seu projeto.
A subversão é um ato interno e particular e dispensa palavrões e baboseiras, facilmente confundidos com subversão. É uma luta contra si. ‘Ou o escritor se arremessa com alma no que escreve ou é melhor ficar calado’. É ter coragem, tal qual ”Dom Quixote ao se quebrar todo quando se jogou contra um moinho de vento, mas nunca duvidou que pudesse derrubar o gigante”.
Obras escritas com coração, atitude e subversão tornam-se atemporais. Ainda que em algum momento tenha sido completamente rejeitada, como fora a obra A Gaivota, de Anton Tchekhóv (1896).
Ser subversivo nem sempre agrada a todos, mas a subversão nunca é contra o mundo, é contra si próprio. Desistir de projetos para agradar a outrem é o mesmo que corromper-se e não há pecado maior que não acreditar nos desejos internos.
Escrever é não viver na calmaria, é sentir-se como um fugitivo em perigo e estar apto a criar rotas alternativas para si e para quem o lê. Ao mesmo tempo, a literatura é uma arma de ataque, uma máquina de guerra.
Quando a literatura é intensa, conjuga-se às outras máquinas de guerra estabelecidas na sociedade e torna-se veículo de resistência ao sistema. Escrever não é algo indiferente, já que a menor frase precisa significar mais que o escritor. É necessário atingir quem emite e quem recebe. Do contrário, torna-se um ato mecânico e errôneo. Deve se sair do comodismo e ser subversivo, dar a cara à tapa e ter a mesma convicção que Tchekhóv ao acreditar em seu projeto.

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