Por Leandro Lisbôa
Durante a aula do dia 6 (seis) de abril, da disciplina de Novas Tecnologias em Educação, os professores Ana Luíza e Fábio Fernandes apresentaram o "Gallery Walk", exercício de múltiplas competências que consiste em dar ao estudante a possibilidade de aprender um conteúdo por meio da aplicação regencial. Ou seja, o aluno deixa a posição passiva de ouvinte e passa a ser o aplicador do conteúdo compreendido por material apresentado a ele previamente.
Como realizar:
Primeiro o professor (ou organizador da atividade) apresenta textos múltiplos, imagens e documentos aos estudantes para que eles tomem conhecimento e embasem-se para dar sequência à segunda etapa.
Esses materiais podem ser analisados individualmente, em pares ou pequenos grupos;
Após a leitura ou análise do material, o professor organiza a sala para que todos os seus campos sejam ocupados de maneira que o burburinho dos grupos próximos não atrapalhem as explicações;
De maneira simultânea, cada grupo vai ter uma pessoa explicando e um representante de cada grupo como ouvinte. Quando a rodada trocar, o aluno que estava explicando o conteúdo passa a ser o ouvinte de outro grupo, enquanto o que ex-ouvinte passa a ser o explicador. A atividade conclui-se quando todos participarem das duas funções e visitarem todos os grupos.
Análise do ocorrido
Achei a atividade muito interessante e, de fato, ela funciona bem no que diz respeito ao aprendizado por meio da posição ativa do estudante. Ela também serve para que conteúdos sejam aprendidos (ainda que superficialmente) de maneira mais rápida, visto que tínhamos apenas 25 minutos para realizar todas as etapas.
Entretanto, alguns pontos chamaram minha atenção e precisam ser destacados:
- A atividade pode ser um "tiro no pé" caso alguma das pessoas não consiga compreender o material recebido ou for tímida o suficiente para não conseguir explicar;
- O tempo que tivemos mostrou-se insuficiente para a realização da atividade de forma completa. Apesar da possibilidade de conclusão rápida, não consegui migrar em todos os grupos, o que, de certa forma, acabou prejudicando meu aprendizado dentro dos moldes da atividade proposta;
- A explicação de como funciona precisa ser muito bem explicada para que falhas não ocorram. Durante a orientação do exercício achei que a execução poderia ter sido melhor elucidada.
Um dos pontos positivos dessa realização é que ela desperta para novas formas de aprendizado, além de um pensamento mais autônomo em relação a como se adquire (ou pode se adquirir) conteúdo. Alunos que tenham facilidade de aprender assuntos diversos serão muito beneficiados. Já os que não têm tanto assim, também conseguirão aprender por meio das explicações dos colegas [que normalmente conseguem falar na mesma linguagem].
Por fim, acredito que esta seja uma atividade prática possível de ser aplicada com meus alunos durante a prática de Estágio Supervisionado II. Contudo, devido a realidade completamente diferente em relação ao câmpus, talvez eu precise levar uma aula inteira só para preparar os estudantes no tocante a abrirem-se a possibilidade de um exercício diferenciado.
Para visualizar o texto com a explicação da atividade (em inglês) clique aqui.

Muito Bom!!! Como você identifica soluções para superar a dificuldade de explicação do funcionamento da atividade?
ResponderExcluirOlá, Fábio...
Excluir...obrigado por sua pergunta.
Acredito que os problemas de explicação mencionados poderiam ter sido sanados com um direcionamento maior de tempo para as explicações. Basicamente a atividade necessita de dois momentos orientativos: para o exercício e para o rodízio dos grupos. Na ocasião, tivemos uma boa orientação na primeira etapa, mas, por conta do tempo extremamente apertado, a segunda ficou corrida e, por esse motivo, acredito que a atividade não alcançou o objetivo total.