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Um dos principais assuntos do semestre, o livro "Pedagogia da Autonomia - Saberes necessários à prática educativa", de Paulo Freire foi lido em sala de aula de forma compartilhada com todos os estudantes. Em esquema de tertúlia, os estudantes foram lendo parágrafo a parágrafo e, em momentos específicos, os trechos iam sendo discutidos.
A publicação, que pode ser considerada curta, mas é carregada de saberes e assuntos polêmicos. Apesar de simples, os assuntos levam à reflexão acerca das competências necessárias à prática docente.
Em seu capítulo de abertura, "Não há docência sem discência", ao falar das competências do professor, o autor menciona que, "É preciso, sobretudo, e aí já vai um destes saberes indispensáveis, que o formando, desde o princípio mesmo de sua experiência formadora, assumindo-se como sujeito também da produção do saber, se convença definitivamente de que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção." Tal informação já fora muito discutida na sala, antes mesmo da leitura do livro, posto que, muitas pessoas têm o costume de dizer que o conhecimento é "transferido" ao estudante.
Freire explana diversos saberes necessários ao docente e no capítulo 3.6 fala acerca da necessidade de não apenas dar voz ao estudante, mas de escutá-lo calmamente afim de sequenciar diálogos. O título do capítulo é "Ensinar exige saber escutar", do qual é possível inferir o seguinte trecho:
Se, na verdade, o sonho que nos anima é democrático e solidário, não é falando aos outros, de cima para baixo, sobretudo, como se fôssemos os portadores da verdade a ser transmitida aos demais, que aprendemos a escutar, mas é escutando que aprendemos a ferir com eles. Somente quem escuta paciente e criticamente o outro, fala com ele. Mesmo que, em certas condições, precise de falar a ele.
Com todas essas questões, Pedagogia da Autonomia é uma publicação que se faz necessária a todo e qualquer docente, posto que dialoga sobre as duas vias que compõem a relação de conhecimento. Foi bastante interessante ler o livro de forma coletiva, discutindo tópicos que geraram dúvidas e ouvindo as opiniões e ideias dos colegas.
REFERÊNCIA
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 50ª Edição. Rio de Janeiro, RJ: Editora Paz e Terra, 2011;
REFERÊNCIA
FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 50ª Edição. Rio de Janeiro, RJ: Editora Paz e Terra, 2011;

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