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Tertúlia: Considerações Preliminares dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de 5ª a 8ª Séries



Registro realizado no dia 12 de setembro com o objetivo de entender melhor os Parâmetros Curriculares Nacionais sobre o ensino de Língua Estrangeira.

MESSIAS
O texto faz referência a lei que existia, que foi promulgada pela ditadura e que ainda temos como base para estudo. Fiz na minha graduação uma matéria chamada Organização Social e Política Brasileira (OSPB), tudo isso fruto da ditadura, que acreditava que as pessoas poderiam ser patriotas e educar o Brasil. Felizmente, com o fim da ditadura, pudemos discutir a lei. É desta lei que nascem os parâmetros – orientações sobre determinado tema. Com isso descobrimos o que vamos fazer na escola. Hoje teremos orientações que dão bastante liberdade. Ao longo do curso de vocês, muita gente que está na escola ainda tem a lei antiga na cabeça. Tem que ser assim, seguir este programa, mas tudo mudou. Ela da um grau de liberdade muito grande. Temos que ter claras essas diretrizes. Quero ser professor de inglês, mas o que eu tenho que ensinar? Você não vai fazer numa escola regular o q você faz em um curso de inglês especifico. Tem que saber quais são as orientações básicas.

HEBER
Eu acredito que esses parâmetros são desconhecidos ou escondidos porque eu nem sabia que existia. Os alunos de ensino médio e fundamental são cegos pra isso. Para eles não significa nada. Essa tal autonomia dos professores acaba sendo desconhecida. Eles não sabem o que é regido por essa lei. E, por não saber, não podem cobrar, verificar se esta correto ou não. Tanto os alunos como os pais, a maioria desconhece e sobre a flexibilidade, pelo que eu já vi ao longo desses anos, não chega a ser uma flexibilidade porque uma coisa flexível é aquela que se dobra, que transpõe barreiras, burocracia e, por isso, não acredito que seja flexível. Pode ate ser concretizada, mas acho que esta sendo aos trancos e barrancos. Bem, aqui diz também sobre a transformação da realidade educacional, mas esta sendo tão demorada. Não sei se houve uma grande transformação, por causa da flexibilidade. Sempre haverá um entrave para isso. E nada se resolve. 
Eu verifiquei que por uma palavra, pequenos detalhes acabam uma obra. Igualdade de direito entre cidadão não existe igualdade, existe o subordinado e isso se reflete na escola. Desenvolvimento e suas potencialidades. Ai tem laboratório quebrado na escola. Quem defende a tecnologia? A pessoa que vai se especializar naquilo as vezes não tem campo de atuação. Como elemento de auto realização, desenvolve a potencialidade. Se forma com aqueles estudos. Essa auto realização acontece com o tempo. Então, no primeiro momento a pessoa vai ver as necessidades fisiológicas e depois vai ver as outras necessidades. Acaba se atrelando a historia das próprias pessoas. Ela vai estar sempre preocupada com moradia, alimentação...acredito que se essa pessoa vencer tudo isso, será alguém de excelência. A respeito da especificidade e dos planos de estabelecimento de ensino. Já cheguei a presenciar as diferenças individuais dos alunos. Numa reportagem vi que os professores se recusaram a trabalhar por causa de um aluno especial, dizendo que este o estava agredindo e o caso teve grande repercussão, e a mãe informou que a escola e o professor não estão adequados para trabalhar com esse aluno. Muitas escolas não estão preparadas para lidar com as diferenças dos alunos. 
Então, eu também não acredito que seja por falta de verba. Eu era monitor numa escola e tinham a programação para um projeto aplicando recurso na escola para aplicar melhorias. Nem as primeiras reformas fizeram nos primeiros dias. Só compraram o material depois que eu perguntei. Está todo mundo apresentando teatro. Por que não compram microfones sem fio? Também questionei sobre a verba em relação ao trabalho da cultura, buscando artistas regionais próximos a escola e o diretor disse que não daria tempo de fazer um projeto. Eu me candidatei a acompanhar esse projeto. Então, se fala em cultura e não tem projeto de cultura. São diversas falhas que ocorrem nesse meio, até administrativo, burocrático. É difícil a gente ver outra formação da escola em relação a esse tipo de trabalho feito de qualquer jeito. A comunidade não acompanha e a escola não ensina como o aluno pode cobrar e os alunos ficam indefesos e a realidade política é a realidade educacional do Brasil.

CÍCERA
Eu queria entender sobre essa pergunta. Esse parâmetro são de natureza aberta e vão de acordo com a região. É feito de acordo com a regionalidade. É autoridade governamental?

PENHA
As diretrizes avançam ao longo do tempo e com um intuito. Foi uma forma de se propiciar educação para todos. Ainda esta em evolução, mas tem tido variantes bem substanciais ao longo do tempo. Ate então não se tinha a visão de que a escola pública precisava ser estruturada porque se limitava ao ensino médio. Nas propostas que tínhamos até então, era algo imposto o ensino fundamental e isso lhe garantia o direito de sucesso. Essas leis vieram para melhorar as coisas. Agora se entendeu de que a educação é um direito de todos e começou-se a trabalhar essa docência. Vamos dar responsabilidade para o Estado porque a educação é algo muito além. O cidadão precisa de um aprendizado que tenha princípio, meio e que nunca tenha fim, porque ele tem que aprender sempre.

LEANDRO
Discordo um pouco da fala do Heber. O objetivo geral é que, independente do local e das condições, o ensino deve ser igualitário a todos, mesmo com as suas diferentes condições ali existentes. Esse modelo não contrapõe a diversidade cultural, dos professores, equipe pedagógica ou das pessoas q pretendem levar o conhecimento da educação básica. Pegando a explicação do Messias, de que antes era um plano engessado, daí eu entendi que a partir da criação de um parâmetro nacional, tem-se a possibilidade de, respeitando as diversidades, todos tenham o mesmo direito de aprender, para que se dê uniformidade. No nordeste, temos particularidades da língua, mas é imprescindível de que o estudante domine a língua, independente das diversidades. O ensino deve ser igualitário desde a região mais pobre à região mais rica do país.

RAILSON
Eu achei de grande importância todos esses parâmetros pelo fato de nivelar o ensino para todos. Pelo jeito que o Brasil é, é capaz de uma pessoa estudar um ano e outra dez, mas é importante o fato de estabelecer parâmetros para o ensino fundamental e médio. Por exemplo, uma pessoa que estudou numa escola particular possui mais conhecimento do que alguém que estudou em escola pública, mas aquelas matérias todos precisam ver, mesmo que em patamares diferentes. Além de todos esses parâmetros, são necessárias mais coisas para o rendimento do ensino.

IJANEIDE
Não tenho muitas ideias, mas uma pergunta que quero fazer é: existe algum órgão que fiscalize se os parâmetros vêm sendo seguidos?

ANA ELOISE
Quando ele fala do ensino religioso, que é facultativo, lembro do meu ensino fundamental. Eu tive ensino religioso e no ensino médio, não tive e ao pegar o boletim via qu era facultativo e eu pensei “é facultativo, mas e se eu quiser ter esse ensino, será que tinha professor disponível para me fornecer essa matéria?”

TAYNARA
Saindo um pouco do assunto, já que foi o inicio da fala do Heber... os alunos não sabem nada desses parâmetros, mas isso é algo que eles têm de buscar.

CAROLINE
Concordo com o que o Heber e a Penha disseram e no ensino médio também tinha no meu boletim e não conheço ninguém que tenha feito ensino religioso. Quanto ao interesse, ninguém tem interesse de saber sobre os parâmetros. Uma vez, meu professor de sociologia introduziu isso na matéria e falou para mostrar o que não estava de acordo na escola e ele disse para tentarmos melhorar aquilo tudo. E no final foi bom, já que eu aprendi coisas que eu nem sabia que existiam.

EMANUELLE
A educação começa na infância. Na constituição diz-se que todos têm direito a educação, mas não é bem assim. Se a criança não tem uma vaga na escola, logo no início ela não vai ter um desenvolvimento tão bom quanto àquela que teve acesso a educação desde cedo.

ELIS REGINA
Muito foi dito e concordo com quase tudo. Essa lei já esta sendo aplicada. Tem que ter a responsabilidade do aluno, mas a família também é responsável. Não vi nesse resumo a participação da família. Parece que ela nasceu da terra e o Estado tem que cuidar. A autonomia tem a ver com a capacidade cognitiva da criança. Para se ter autonomia, tem que ter informação. Se eu vou obrigada para a escola, não estou preparada para escolher. Tem que haver autoridade nas escolas. Eu não sou contra isso, mas deve-se ter participação da família dentro dessa educação. Depois de certa faixa etária, deve-se ter autonomia. Por exemplo, meu sonho é ser astronauta, mas eu tenho que trabalhar, pagar minhas contas e contribuir com a sociedade. Para fechar, concordo com todos aqui.

FRANCISCO
Esses jornais tendenciosos, acabando com a reputação que se tem. Deve-se fazer com amor. Casos excepcionais na educação foram feitos com amor. É importante o Estado dar conta disso, pois quando a pessoa se torna um problema, o culpado vai ser o Estado, e a mãe da pessoa é a ultima a ser procurada. Raramente existem casos em q a educação não funciona. Existe toda uma estrutura, mas é raro você ver o que é dado ser seguido. Você liga a televisão e você é influenciado a ver o que esta ruim. Por fora, temos uma opinião, mas ao participarmos, temos uma visão diferente.

HANNAH
Preferiu não falar.

MAICON FRANKLYNNo meu entendimento, esses parâmetros vieram para melhorar a educação, mas ela não vai ser rápida, já que depende de muita coisa, mas algo tinha que ser feito. Então elas vieram para ver se alguma coisa melhora e espero que essa mudança realmente ocorra.

MATHEUS
Falando sobre a importância dessas áreas curriculares sobre as disciplinas no fundamental e médio. Com essas disciplinas fixamente obrigatórias, isso faz com que seja uma maneira de poder deixar mais justo na hora do vestibular, onde todos terão um conhecimento daquilo que será o vestibular. Não em relação ao conteúdo, mas em relação às matérias. Você pode ir atrás disso, já que as disciplinas são fixas e algo que será pedido em algum processo seletivo será aquela que é obrigatória a toda instituição lecionar.

JÉSSICA
Preferiu não vai falar.

LEOPOLDO
Uma coisa que me chamou a atenção foi o 3º paragrafo. Em suma, as leis visam garantir que todos os cidadãos possam desfrutar a educação de modo democrático, independente de todas as diversidades. Chamou-me a atenção porque é algo que não acontece. No nordeste, por exemplo, as vezes não tem nem escola. E quando tem, elas (as crianças) não conseguem nem chegar até lá.

CARLOS
Preferiu não vai falar.

CÍCERA O Brasil em si, ele volta os olhares para o nordeste como se fosse o fim do mundo, mas vamos olhar de maneira geral.

LEANDRO
Eu concordo com a Cícera, porque eu tenho parentes no nordeste e tem muita gente de qualidade por lá. Eu tenho parentes professores lá e eles dizem q tem suas peculiaridades, mas não são um bando de miseráveis querendo estudar. Citando a fala do Francisco, eu tenho amigos que são do maranhão e dizem que a situação é dramática lá. O que eu vejo é isso. Pretende-se com os parâmetros que, qualquer local do país tenha a mesma condição de ensino, e além das peculiaridades também vejo que tem que ter a boa vontade do Estado em alguns casos.

ELIS REGINA
O Estado não impede de receber o dinheiro que a população brasileira paga de impostos. Na sala de aula a gente está recebendo. No meu ponto de vista, pra melhorar a educação, tem que se investir na família para que ela possa se sustentar. A maior parte que trabalha na iniciativa privada, não tem os mesmos benefícios que os que trabalham na iniciativa pública. Tem que se regularizar isso. Condições de as famílias se sustentarem para que o aluno não dependa apenas do professor ou do Estado. Pra mim, é uma solução pratica, porque tirar a responsabilidade das famílias é algo pesado. Garantir direitos iguais para todas as famílias.

PENHA
Em síntese, eu vejo as diretrizes como um avanço. Pelo menos traz ao Estado a visão do que é direito e dever. Somos um país democrático. O Estado tem que prestar conta. Tem que sanar esses problemas no serviço publico. Essas leis vieram pra sacudir, exigir transparência do Estado. As diretrizes estão cobrando dos nossos representantes e isso é um avanço.

RAILSON
Na fala da Elis, eu concordo na parte sobre a família. Tem que haver uma forma de a família participar junto com a escola e o professor, para que a criança possa se orientar. Quando estiver mais velha, poder tomar suas decisões. Na relação do ensino religioso, concordo com a Ana. Eu só tive aulas de ensino religioso na oitava serie e era facultativo. Eu acho q se falasse que queria ter esse ensino, não teria. Enfim, as normas de fato são plausíveis desde que sejam de fato cumpridas. E o Ministério da Educação (MEC) tem que estar cobrando e fiscalizando para ver se tudo esta sendo seguido.

LEOPOLDO
Não é só no nordeste, em qualquer lugar do Brasil, tem problemas em relação à educação.

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