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Inglês - Uma relação de amor e ódio

Foto da internet
Minha relação com o inglês, ao que parece, não é nem um pouco atípica. Comecei a ter contato com o idioma a partir da 6ª série do ensino fundamental em uma escola da Ceilândia, Região Administrativa do Distrito Federal. Àquela época, o ensino era um pouco dificultado, ao menos para mim, que não consegui uma vaga no Centro Interescolar de Línguas da cidade (CIL). Dessa maneira, “aprendia” o inglês na escola mesmo, com uma professora que, no meu nobre julgamento, era um tanto despreparada para lecionar. E foi assim que passei a odiar o inglês.
...Meanwhile...
Em casa, numa tentativa desesperada de aprender alguma coisa, ainda tentava ver programas em inglês, “ler” alguma coisa, ouvir músicas na “língua gringa”, mas, minhas tentativas eram frustradas pela minha família, principalmente pelo meu pai, que dizia que não entendia porque eu via “aquilo”. A conversa dava-se mais ou menos assim:
- Leandro, muda de canal que eu quero ver o resto do jornal.
- Mas, pai, eu estou assistindo esse programa (Will & Grace).
- Não quero saber! Muda logo para o meu jornal que tu nem entende nada desse negócio aí.
- Pai, falam em inglês, mas eu consigo entender porque tem legenda.
- E para que tu quer assistir um programa em inglês, se tu não fala e não vai para fora do Brasil?!

Ou seja, eu não precisava aprender outro idioma, pois nunca sairia do país mesmo. Com isso, acabei tendo desgosto em estudar inglês na escola.

Entretanto, quando iniciei meu Ensino Médio, lá nos 2000 (e alguma coisa), a professora Allana me introduziu a um mundo de maravilhas, mais conhecido como “Língua Inglesa”. Ela me fez ter paixão pelo idioma, me apresentou coisas novas, tirava minhas dúvidas, me incentivava a aprender mais e assim comecei a realmente gostar do inglês. Pouco tempo depois, consegui uma vaga no CIL e cheguei a concluir o nível básico, mas perdi a vaga quando voltei a trabalhar e não me permitiram trancar a matrícula.

Pois bem, hoje, estou feliz, pois consegui pelo Sisu uma das vagas para a primeira turma de Licenciatura em Língua Inglesa no IFB e espero apaixonar-me ainda mais pelo idioma e transferir esse amor aos meus futuros alunos, tal qual fez minha professora Allana no Ensino Médio.

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